VIDA AMARGA

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Vou levando minha vida a custo,

Aqui e ali um novo susto.

Uma vida de renúncia, de veto,

Sem carinho, amor ou teto.

 

 

Vou seguindo na vida sem um guia,

Perdido na neblina em noite fria.

Cansado, carregando esse meu tédio,

Adormeço na marquise de algum prédio.

 

 

Sigo pela vida sem remorso,

Lutando ao acaso me esforço,

Mas ninguém acredita em mim…

 

 

Sigo nesta vida, um peregrino,

Eu que nunca pude ser menino

Aguardo como herança um triste fim…